quinta-feira, 11 de março de 2010

Não me perguntem

Eu também não sei. Só sei que ando escrevendo a palavra incondizente diversas vezes ao dia no google, e ai me aparece o bendito título "(in)comum", e me dá aquele aperto. Por que só um post? Pra que escrever textos tão cheios de sentimento e deixa-los esquecidos nas pastas do word? E ai eu cedi à tentação de voltar a me expor, óbviamente que existe um outro motivo, mas prefiro não comentar.

2:38 am.
Milhões de lágrimas assistindo "Por Toda Minha Vida", a história do dueto que me rendeu algumas trilhas sonoras pra vida. Sem exageros, quem nunca se emocionou ouvindo "Eu não existo longe de você, e a solidão é meu pior castigo ..."? Ou viveu a sessão nostalgia ao som de Tempos Modernos? Não há quem não se renda aos embalos dessa dupla, que quebrou o conceito de que favela é sinônimo de marginalidade. Eis que - por conta da minha eterna catarse - me debulho em lágrimas ao assistir a dor da perda dessas pessoas que nem mesmo conheço. As pessoas eu posso mesmo não conhecer, mas a dor eu conheço, e quem é que não conhece?
Não estou necessáriamente falando de morte morrida, daquelas matadas. Ao longo dos ultimos 2 anos pessoas andaram morrendo na minha vida, mas isso não quer dizer que elas estejam enterradas no sentido literal da palavra. Entende? Óbvio que sim, todo mundo passa por isso. E foi para falar dos velórios da vida que eu voltei, com todo o meu drama típico.

Eu nunca fui muito chegada em climas sombrios, mas até que me sai uma ótima coveira - Essa foi a frase do ano. Sem mais delongas, comecei 2010 estrapolando o meu teor hiperbólico, com todas as redundâncias que cabem a isso. Enterrei além de pessoas, hábitos. Além de supostos amigos, supostas verdades incontestáveis. Dei uma folga ao meu pavio curto, e tenho encontrado mais paz do que guerra. Afinal, o mundo é tão Cazuza: Seja a verdade e você dança, porque as mentiras sinceras é que interessam ...

Um beijo aos que me fizeram feliz durante todo esse tempo.
Fernanda, Isabella e o Amor da minha vida.

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